por Ed Motta
TRIP desafiou o soul man Ed Motta para sentir a vibe das 16 músicas e adivinhar quem é quem quando o assunto é balanço
Assim que Tim Maia voltou para o Brasil, após participar de um grupo vocal nos Estados Unidos, amadureceu algumas idéias e, em 1970, lançou seu primeiro disco. Naquele instante, nascia o embrião do funk brasileiro. A levada influenciou outros estilos musicais e tornou-se indispensável quando a intenção é fazer dançar. Introduzidos pelo mestre Gerson King Combo, a nova geração mostra serviço e apresenta funk, hip hop, soul e samba-rock temperados com muito groove.
FUNK BROTHER SOUL – Gerson King Combo "Esse é o King Combo, mas não me lembro qual é a música. Ele é grande referência. Toca uma coisa mais crua, muito bacana. A base sempre tem uma coisa legal."
SAMBA FUNK DE LUXO – Rica Amabis "A base está muito boa, mas também não sei o que é. Não sou grande fã de rap, mas rappers fazem bases mais legais e sabem de música por causa dos DJs."
FUNK HUM – Funk Como Le Gusta "É Funk Como Le Gusta, esperto. O BiD é muito ligado, a Paula Lima tem uma voz linda. Vocal em castelhano com funk é legal, engraçado. Naipe de metal com flautas é sempre bom, a flauta adocica. É igual um sanduíche de peito de peru com um pedacinho de abacaxi."
CIÊNCIA E VOLÚPIA – Mamelo Sound System "Novo, né? Eu estava achando antigo, mas aí entrou uma caixa meio… E o bumbo é muito pesado para ser antigo. (TRIP diz o nome da banda) Mamelo Sound System? A referência de som é boa, e a base é tirada de alguma coisa que não sei o que é."
CAFÉ FUNK BRASIL – Veiga & Salazar "Isso é gringo ou brazuca? Bem gravado, som de caixa sequinho com afinação mais para grave e pouco reverb, e um naipe de metais esperto. Sonoridade excelente."
TÁ BACANA – Ortinho y a Zuada "Achei interessante a mistura de sotaque nordestino com funk. As guitarras estão boas. É o que me chama mais a atenção."
JAH JAH OVERALL- Black Alien & Speed "Respeito, mas não é o que escuto. A molecada se amarra em rap. A base está legal."
VEM CÁ NEGA – Mattoli "Anos 70, com certeza por causa dessa sonoridade. Piano Rhodes, violão de aço, meio samba-rock, meio Jorge Ben. Gosto da onda, mas não sei quem é. (TRIP revela o autor) Ah, o Mattoli! Ele é fissurado em Jorge Ben. Nota dez."
2 BAILARINAS – Max de Castro "Achei maravilhoso o disco do Max. Gosto daquela voz anasalada, do timbre dele. As melhores programações de bateria eletrônica estão nesse trabalho."
QUEM QUE CAGÜETOU? – Tejo "Isso não é funk, é o que chamam de Miami bass, meio Afrika Bambaataa. Nos bailes do Rio só rola isso, tem rádio que toca o dia inteiro e os caras cantam em cima da levada."
GROOVE #1 – Sindicato do Groove "A levada de baixo e bateria está boa. Base legal pra caramba, a guitarra esperta e um bom pianista também. Tem músico bom tocando."
ZAMBAROSA – Zambaster "A voz da vocalista é boa, mas acho que falta um pouco de melodia. Dá para sentir que tem uma banda de qualidade por trás."
THE EYES – João Parahyba & Suba "João Parahyba é foda, toca pra caralho timba, instrumento para o qual inventou uma nova maneira de tocar. É um puta músico. O Suba eu não saco muito, quem me fala dele é o João."
FESTA DO DJ – Bukassa "O Bukassa é o melhor cantor do Brasil. Canta pra caralho, igual ao George Benson, um puta artista. A gente está pra fazer alguma coisa junto. Ele é gênio, só talento."
BEM VINDO AO SHOW – Cycociço "Hoje, o funk é bastante usado como um elemento a mais. Quase não tem uma coisa especificamente funk."
QUERO – Sérgio Lupper "Parece ser dos anos 80 por causa do som digital do piano. Boa introdução, bom cantor e guitarra com um envelope filter no fundo que dá um wah-wah (imita com a boca) legal. Nunca ouvi falar nele. Gostei."
reportagem Endrigo Chiri braz
Acompanho a Trip pelo menos 20 anos….. sempre com conteúdo!
Vale escutar o Paulo Lima na Trip FM
Valeu TRIP!
Fonte mais que merecedora…
http://revistatrip.uol.com.br/
metéria saiu na TRIP #82